quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Leia o cordel que o Poeta Potiguar Valdeilson Ribeiro fez a pedido de uma mãe santacruzense, que homenageia sua filha especial em seu aniversário, muito emocionante


Este lindo cordel foi feito pelo poeta Valdeilson Ribeiro, foi a pedido de um casal de Santa Cruz-RN.
Ele chama-se Anderson Lima (vocalista da Banda Forró a Dois) e a mãe da “Menina Letícia”  chama-se Valquíria Silva.

Hoje é o aniversário da filhinha deles que quando criança foi vítima de “Meningite Bacteriana.”

Hoje, ela completa 16 anos, é a alegria da casa apesar das dificuldades físicas.
A Letícia como se chama, ficou com sequelas irreversíveis devido a doença, ela é tetraplégica e depende dos seus pais e avós para absolutamente tudo.

Posso lhe dizer que ela é um Bebê de 16 anos.

Este cordel, é como se fosse sua mãe (Valquíria) Olhando nos olhos dela e falando…

Muito emocionante.


Letícia

Filha, neste teu aniversário
Vou te homenagear
Contando a sua história
Não repare se eu chorar
Contarei com alegria
Mas o que vivi um dia
 Me aperta o coração,
Mas Deus estava a frente
Meu Jesus eternamente
Terás minha gratidão.

Quando eu tinha 15 anos
Sem pensar em consequência
Engravidei de você
No auge da adolescência
Uma gravidez normal
Sem riscos no pre-natal
Tudo como tem que ser,
Me recordo com alegria
A felicidade do dia
Dia em que te vi nascer.

Com pouco mais de 1 ano
Eu vi que não dava mais
Peguei você e voltei
Para a casa dos meus pais
Lá todo mundo te amava
Carinho não lhe faltava
Crescia linda e forte,
Brincava com a criançada
Mas já estava traçada
Teu destino e tua sorte.

Lembro as primeiras palavras
Quando começou falar
E com 1 ano e 2 meses
Tudo começou mudar
Ficava até vermelhinha
Coçando a cabecinha
Com febre alta e chorando,
Seu quadro se agravava
Eu triste, também chorava
E você só piorando.

No inicio um exame
Constatou pneumonia
Você ficou internada
O resto daquele dia
E em 24 horas
Sem ter nem uma melhora
Mais uma complicação,
Uma tristeza sem fim
Quando falaram pra mim:
- Ela perdeu a visão!

Eu entrei em desespero
Gritava no hospital
Vieram me avisar
Que iríamos para Natal
Eu do seu lado sofrendo
Você filhinha, gemendo
Sem nada eu poder fazer,
Minha mãe desesperada
Eu ali sem fazer nada
Vendo tudo acontecer.

Chegou em Natal as pressas
Pra U.T.I foi levada
Em coma por vários dias
Numa cama separada
Uma luta pela vida
E você não foi vencida
E foi me dada a noticia,
Lembro que alguém me ligou
Dizendo: – Ela acordou
Renasceu sua Letícia.

Eu chorava de alegria
Deus tinha me escutado
Até os médicos no dia
Ficaram emocionados
Eu e minha mãe chorava
Nada ali nos consolava
Renasceste filha amada,
No táxi muita demora
Eu ali contando as horas
Para te ver acordada.

Chegando no hospital
Eu tremia sem parar
Subi correndo uma rampa
Louca pra te avistar
Nem parecia verdade
Foi grande a felicidade
Ao pegar na tua mão,
Recuperei meu tesouro
E ao ouvir o teu choro
As lagrimas banharam o chão.

Eu dizia obrigado
Nosso senhor do bom fim
Por ouvir as minhas preces
E devolve-la pra mim
Minha mãe também chorava
Te beijava e te abraçava
No leito do hospital,
Eu olhei bem pra você
E ali pude entender
Não era um choro normal.

Um choro que não parava
Dias e noites chorando
O que alegrou um dia
Estava nos maltratando
O médico que acompanhou
Em um canto me chamou
E deu alta Pra você,
Chorei enquanto ouvia:
- Se ela vai andar um dia
Só Jesus quem vai saber.

Assim voltamos pra casa
Assim como nos mandou
Demos os medicamentos
E você não se calou
Todos sofremos bastante
Um choro angustiante
Dia e noite sem parar,
E era aquela agonia
Parece que já sabia
Que não ia mais andar.

Em casa nada mudou
Seu choro continuava
Todos que viam aquilo
Sofrendo, também chorava
Minha mãe, essa guerreira
Com você numa cadeira
Até 3 da madrugada,
3 meses nessa agonia
Com seu choro noite e dia
E sem poder fazer nada.

Mas Deus teve compaixão
Do sofrimento da gente
E mandou o Doutor Cláudio
Pra curar a inocente
Imensa a felicidade
Nem parecia verdade
Que tudo tinha mudado,
Todos nós feliz da vida
E aquele dia querida
Foi muito comemorado.

E assim foi evoluindo
O seu quadro a cada dia
Lembro que suas roupinhas
Era Creusa quem fazia
A Meningite, querida
Não tirou a sua vida
E nem a minha alegria,
Atingiu pernas e braços
Eu sonhava com seus passos
Com a fisioterapia.

E Deus colocou o Anderson
Pra mudar a minha vida
E a carga que eu levava
Com ele foi dividida
Pra ele era um prazer
Poder cuidar de você
Da minha mente não sai,
Por isso com alegria
Eu te digo neste dia
Este aqui é o seu pai.

Anderson eu te agradeço
Do fundo da minha alma
Pelos momentos difíceis
Que você manteve a calma
Quando ela passou mal
Eu “doida” no hospital
Gritando e mãe também,
Você cheio de esperança
E chorou feito criança
Ao ver a Letícia bem.

E a sua avó minha filha
Eu nem consigo falar
O que ela já passou
Dar vontade de chorar
Pegou você bebezinho
Te deu amor e carinho
Sempre foi muito correta,
Você pra mim não tem preço
Mãe, eu te amo e te agradeço
Em nome da sua neta.

Filha como eu sofri
Quando ficava doente
Foi muito forte no dia
Que tirou 16 dentes
Deus não faz nada atoa
Fui achar em João Pessoa
Um médico capacitado,
Fiquei decepcionada
Pra mim fui discriminada
Pelo meu próprio estado.

Filhinha, Eu tenho medo
De um dia te perder
Eu acho que eu morreria
Eu não vivo sem você
Quando está debilitada
Eu fico desesperada
Uma tristeza sem fim,
Peço a Deus onipotente
Que ao ver você doente
Que passe sua dor pra mim.

Talvez você nunca ande
Nem namore na escola
Talvez você nunca corra
Nem na rua jogue bola
Talvez não tenha um noivado
Mas estarei ao teu lado
Enquanto vida eu tiver,
Serás sempre minha dama
Filhinha, mamãe te ama
Do jeito que você é.



Eu agradeço por tudo
Do fundo do coração
Ao Anderson, ao Lohan
Meus pais e os meus irmãos
Por amar a minha filha
Essa princesa que brilha
Que amo a todo segundo,
Não escondo de ninguém
Que para ver você bem
Eu moveria o mundo.

Dezesseis anos fez hoje
É muito gratificante
Só Deus pode explicar
O que sinto neste instante
Idade de uma mocinha
Cresceu minha menininha
Tá linda, que maravilha,
Eu te amo de paixão
E digo com emoção
Meus parabéns minha filha!

Autor: Valdeilson Ribeiro
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